E novamento desconto o troco com troco,Sem querer lembrar dos seus erros,
É nisso que dá quando duas crianças
Resolvem namorar, parece até inocência.
Mas é mais que insanidade, é de vontade própria
Isso não vai ter um fim nunca, virou vício.
Talvez chegou a hora de crescermos;
Assumirmos as responsabilidades;
Desamarrar esses nós e voltarmos a realidade,
Admitindo o delito que cometemos, e cometeremos ainda.
Nossos olhos não se encontram mais,
Não há canção alguma que me faça voltar a chorar.
Somente desespero e uma vaga sombra de desgosto.
Eu só tenho vinte e dois e o tempo não vai me esperar.
Erramos, não somos almas gêmeas.
Nem metade de nada, nunca seremos, somos pedras.
Nem uma demonstração de amor, e sim um monólogo.
Nada de dor, mas satisfação nessa inimizade.
Uma competição de cegos.
Uma chuva num dia ensolarado.
Um perdão que nunca pode se perdoar.
Um amor que nunca soube o que é amar.
Somos vermes inúteis desse amor
Caçando e devorando carne fresca
Em pleno auge de convivência.
Pedras não choram!

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