Se os seus lábios não devoram mais os meusSomente resta o prazer desse físico
Abrangendo a contradição dessa amizade
Produzindo cacos de vidro a cada lágrima concedida
Se os lábios não tão cegos de amor como beijavam
Sentem um gosto aflito e desejam continuar calados
Sem ao menos a abstinência da saliva os molhar
Transtornando o juízo dessa pobre sanidade
É porque, meu amor,
Voltamos do paraíso
Numa incerteza da personalidade.
No rio negro da amargura onde perdemos o respeito:
Afogamos nossos corações oprimidos
E a margarida não produziu a pétala do bem

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