quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Até onde saber amar...


Jesus Cristo foi crucificado por ser tão beneficente, se tivesse aceito a verdade que assolava a sociedade na época, teria morrido desgostoso. Talvez, até se tivesse posto a tona todo o ódio contido ao invés de ter sido tão pacifista, teria encomodado mais ainda, mas tornou-se alvo fácil e despreocupado com a conduta que o levou a morte fez-se vítima e morreu sozinho. Apesar de não ter usado a agressão como única arma, usou a sabedoria pra contestar os parádgmas da época através das próprias verdades que julgava sagradas, e essas verdades possuiam o ódio como princípio, ódio discreto, pragmático, mas necessitou de sentir ódio para existir como grande pensador. Eu entendo e perdoo Jesus, pois hoje as coisas continuam como antes; se eu conter esse lado robusto onde adormece o meu ódio, é capaz de me fazerem carregar mais de uma cruz. Se eu estiver no fundo do poço é capaz que me esqueçam lá, isso por eu ter minhas verdades e conhecimento pleno de quem sou, mas a sociedade contradiz - influenciada pelos dogmas religiosos - meu direito de ser livre nesse mundo, mesmo que dela a "verdade" seja a "liberdade de expressão".
Enquanto alguns sofrem, outros gozam desse sofrimento, por outro lado há quem tenha demais enquanto outros possuem pouco. Assim é com o ódio também, só precisa da dosagem certa, de auto conhecimento e de objetivo para impelir. Jamais deve se carregar a cruz dos outros apenas pra manter uma imagem solidária, cada qual com seus problemas, pois a solução é subjetiva. Quantas histórias conhecemos sobre pessoas que abusaram na dosagem do amor e isso tornou do ódio um sinônimo do amor?
Hoje em dia, é até normal ser amado demais e não suportar, mesmo porque todo indivíduo contemporâneo, geralmente consome tudo o que a industria global lança mundo a fora, assim como o amor, que se tornou um produto embalado também, mas isso é uma exceção de intelectualidade onde se conquista o amor e o ódio ou se compra pré-fábricados, com direito a defeito de fabricação sem validade e dependências. Seja pacifista, mas não mais um "objeto pacifista", seja dinâmico, cognitivo e prudente, crie mecânismos de defesa pois a sociedade nos quer despreparados, pradonizados, e ainda nesse sentido: ame com limite. Quanto mais você abusar do empirismo, mais exposto a repressão social você estará; quanto mais conhecimento obter mais você encomodará, até que mais verdades deixarão de existir.

2 comentários:

Unknown disse...

O bacana os texto....

Lãnda...

Valdinei Amaral disse...

carak cara vc é mesmo foda !!!!! adorei tudo !!! como eu so lesado não avia lido antes estes posts rsrsrrs amei muitão abç